A Sorte
A Sorte não é uma entidade cruel. Nem mesmo é uma aleatoriedade que procura fazer o mal. Mas sim, ela é uma entidade. Cada um escolhe como lidar com ela. Ela está mais para uma Dama rígida que olha para seus súditos com desprezo. Ela não é o dado que caiu do lado errado e nem a mão ruim do poker. Nem o problema em uma relação. Nem o desentendimento no trabalho. Ela é apenas algo que se apresenta ao homem – mulher – e olha em seus olhos e espera sua resposta. Qualquer um pode olhar nos olhos dela e se tornar mais forte. Basta pensar “não sei o que ela fará, mas ela também não sabe o que farei”. Ou pode fugir e pensar “Não sei o que ela iria fazer.” Essa mesma Dama dominadora é carente de um homem – mulher – que a domine, que saiba usá-la a seu favor. Ela não espera o óbvio dele. Sabe que as chances estão a seu favor. O que ela espera é o homem ou mulher que a domine. O bravo que se atreva a desafiá-la. A pessoa que será o ponto fora da curva e a derru...