A Sorte

A Sorte não é uma entidade cruel. Nem mesmo é uma aleatoriedade que procura fazer o mal.
Mas sim, ela é uma entidade. Cada um escolhe como lidar com ela.

Ela está mais para uma Dama rígida que olha para seus súditos com desprezo. Ela não é o dado que caiu do lado errado e nem a mão ruim do poker. Nem o problema em uma relação. Nem o desentendimento no trabalho. Ela é apenas algo que se apresenta ao homem – mulher – e olha em seus olhos e espera sua resposta.

Qualquer um pode olhar nos olhos dela e se tornar mais forte. Basta pensar “não sei o que ela fará, mas ela também não sabe o que farei”.  Ou pode fugir e pensar “Não sei o que ela iria fazer.”
Essa mesma Dama dominadora é carente de um homem – mulher – que a domine, que saiba usá-la a seu favor. Ela não espera o óbvio dele. Sabe  que as chances estão a seu favor. O que ela espera é o homem ou mulher que a domine.  O bravo que se atreva a desafiá-la.  A pessoa que será o ponto fora da curva e a derrubará.

Nesses momentos, alguns a chamam de “oportunidade”. Acho um apelido feio. Sempre a chamo de Dama da Sorte.

Quando ela se senta à minha frente, gosto de olhar nos olhos dela e pensar na próxima jogada. Não me importo se é poker, dados, xadrez ou par ou impar ou uma situação da vida. Antes de jogar, antes da cartada final, gosto de olhar para ela e dizer:

- Está pronta? Eu ganhei.

Ps.: Essa Dama só se senta à meu lado de vez em quando. Mas ainda assim, eu olho nos olhos dela quando a vejo.
E eu juro: ela tem medo de qualquer um que a olhe nos olhos.

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