A Música Parou
Foi assim que o baile acabou e o salão se esvaziou quando a música acabou. O que era uma dança virou solidão, o que eram sussurros ao pé do ouvido viraram silêncio e o que era sorriso virou uma máscara. Uma máscara velha e muito bem feita, que a todos engana. Mas não engana a mim, que tenho que lidar com o sujeito atrás dela. Mas a música parou! E o que era um salão de baile virou um picadeiro de circo abandonado e mal iluminado, com um velho palhaço em seu centro, observando cadeiras vazias com uma maquiagem fria de sorriso forçado, enquanto por trás impera uma tristeza parada no tempo. Ele olha para as cadeiras vazias procurando platéia? Não. Ele procura pela arlequina que com ele dançava. Não fazia mal que ele não pudesse a tocar ou ver, mas o machucava muito que... ... a música havia parado! De forma trágica, feia, horrenda e difícil de entender. Agora o palhaço parapatético anda pelo palco, em busca de nada. Ele já não quer encontrar algo. Ele já perdeu o que queria. A alegri...