Interminável
Todos os dias sinto mãos ásperas sobre mim. Tapas, socos e palavras grossas. Não as culpo. Sou um homem grosso que procura por isso. Adoraria acordar com carinhos, tomar café com uns tapas, almoçar aos socos com alguém mais forte que eu, tomar café de tarde aos murros com outro bruto e jantar sangrando com outro brutamontes. Mas as vezes eu me sinto cansado. Tenho vontade de apenas deitar ao lado de minha menina e contar essas histórias. Me sentir o homem forte a seu lado. Confortá-la e me confortar. Lhe contar minhas histórias como se fossem inventadas. Olhar ela rir das minhas histórias não inventadas, enquanto ela se pergunta até onde vai a verdade.