Pathé
A pelúcia balançava na sacola carregada ao ombro, enquanto a moça seguia apressada pela rua, entre enormes prédios e veículos barulhentos. Cortava com elegância outros pedestres, olhando o horizonte com firmeza. Enquanto isso, a girafa de pelúcia olhava para trás, vigiando a retaguarda e as pessoas que a fitavam com curiosidade. No metrô chamava mais atenção. Pessoas e mais pessoas espremidas e a girafa ali, espetada no meio do corredor, olhando para o banco de idosos e as feições cansadas ansiosas por um lar. Seu pescoção balança à altura dos olhos dos passageiros. Em alguns momentos parecia uma criança carregada as costas como no costume indígena. Uma menininha tentava olhar por entre a multidão quem é que a carregava. Um rapaz disfarçou que lia algo ao celular e bateu uma foto. A moça nada percebia ou não dava atenção. Ao passar pela portaria do prédio, serviu de assunto ao porteiro que conversava com uma faxineira: "Lá vai mais uma! Esta semana já é a segunda que ela tr...