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Carol

A Carol... De sorriso tímido e sincero Boa conversadeira e elegante A olho com esmero E assim vamos adiante Não sei como ela surgiu Mas pensando nela Me vejo com ela a mil Esperando a ver na janela Coitada se ela se ver insegura Mais ainda estou eu Quero que isso dura E a ver em território meu Mistérios seus quero ouvir Deixar você entrar Te fazer dormir E te embalar Dói muito gostar Tem briga e rinha Pra gostar tem que se dar Vou te provar, loirinha Robinson

A VERDADEIRA

. A VERDADEIRA... Antes, agora ou depois? Eu te enxergo de uma maneira muito única, moleca. Na minha cabeça, eu te desenhei várias vezes como uma folha de celofane. Como a garota que eu conheci, do nada. Como a garota que eu me apaixonei. Como uma garota que eu adorava cobrir de carinhos. Com uma garota que sempre conseguia me despertar. A garota que eu quis conhecer a mãe. A garota que eu quis sequestrar... brincadeira mas eu sequestraria... No desenho no celofane, eu te vi em várias fases de encontro nos relacionamos. Você moleca. Nosso namoro. Você brava comigo. Nosso término. E depois veio a verdadeira vontade de ter você junto de mim de novo. De uma outra forma. Todos no confessionário, antes. Então descobrir para onde ir. Por quê? Porque eu te enxergo de maneira única, moleca.

Os Seres da Padaria

Acordei 6 da manhã e resolvi tomar café em uma padaria. Como os seres estão estranhos... Eles chegam e se cumprimentam como velhos amigos. Tapinha nas costas. Beijo no rosto. Depois se isolam em suas cadeiras em seus celulares. Não se olham. Não se falam. Há contato apenas com os garçons. Talvez por ser o mínimo obrigatório e se alimentar. Em alguns solidão. Em outros ombros curvados. Em muitos olhares perdidos. O tempo médio de permanência é de 15 minutos. Comparando com Tik Tok, esses quinze minutos devem ser um exercício de meditação... Depois não se cumprimentam ao sair. Apenas falam ao garçom: "Até amanhã." O que é amanhã quando não se preza quinze minutos à outra pessoa? Estranhamente... Por alguma razão, isso me é familiar e confortável.

Beringer

 Beringer O amor cessar A vida doer Seu mundo acabar A corda roer Há limites de casa Há dor no coração Algo que não vaza Apenas um vão Será que eu volto? Talvez fique por lá Será que mereço um voto? Nem mesmo aqui e nem lá? Mas gelo cede e derrete Almas congelam Mentes cedem Verdades se vendem Um cajado no gelo Medo na espinha O tremor no pelo E quem vinha? No gelo cedente Pensando em calor Mas nada pela mente Só desejo de amor Mas quem vem é ceifador É mais alívio nas costas Mesmo que com dor E perdemos as apostas Um homem de ceifa A nos enfrentar Ele nos deita Vai me derrotar? Como afrontar?